segunda-feira, 17 de agosto de 2009

Abílio Zanatta


22/05/1931 - 17/08/2009

Hoje dizemos adeus ao Abílio Zanatta, um homem muito persistente, trabalhador e sem preguiça, o meu avô.
Hoje estou muito triste por não poder estar com a minha família... rezo pela sua alma e penso nos que ficaram neste mundo. Entre eles, principalmente na vó Adelina que perdeu o marido e companheiro de tantos anos. Penso no meu pai, no tio Bi e na tia Zuca que perderam o pai e em todos nós que não o veremos mais. Rezo e peço conforto aos nossos corações.
Já tem bastante tempo que ele luta contra o câncer, primeiramente na próstata, depois no estômago e por fim no pâncreas. Passou por inúmeras cirurgias e sempre surpeendeu a todos com sua força e determinação. Ele não se entregou à doença assim tão facilmente, e o que mais queria era poder voltar a trabalhar.
Mas hoje, temos que pensar, não só na sua morte, mas sim celebrar sua vida. E se me perguntarem o que vou guardar do meu vô, a resposta é: ele lidando com o gado na fazenda, ele tinha uma enorme e admirável paixão pelo seu trabalho. Todas as vezes que íamos visitar, chegava, dava um abraço na vó Adelina e na vó Iolanda, comia umas bolachinhas de nata, tomava um golinho do café melado que a vó fazia, brincava com o Loro e descia pro pasto falar oi pro vô e ver o gado. Ele adorava o ar fresco, a natureza, o cheiro dos animais.
Uma das últimas memórias que tenho dele é ele e o Chris tentando conversar durante a Páscoa de 2008, os dois no maior papo cabeça sobre agropecuária e as diferenças entre Brasil e USA. Também a piada dele para o Chris com o mamão, confesso que eu não entendi a piada até hoje e consequentemente nem o Chris, mas ainda assim rimos muito e até tiramos uma foto.
Vô, onde quer que o senhor esteja, que tenha o descanso merecido. Sentiremos muito a sua falta. Deus decidiu que a sua hora havia chegado e espero que onde quer que o senhor esteja, o senhor possa orar e olhar por nós que continuamos aqui nesta morada, e principalmente pelos seus bisnetos, os já nascidos e os que ainda estão por vir.

domingo, 9 de agosto de 2009

Um pouquinho de cada...


Outro dia me peguei pensando
Estava me lembrando das pessoas que amo
Que fizeram e ainda fazem parte da minha vida
E como eu iria apresentar estas pessoas ao meu filho

Percebi que sorri e chorei
E também me alegrei
Ao lembrar um pouquinho de cada um
Um simples detalhe de cada um
Das pessoas que amo e sempre amarei

Meu pai e suas gargalhadas ao assistir as video cassetadas do Faustão
Minha mãe e suas gafes que nos faz morrer de rir
Eu e minha irmã brincando de avião; nossas tardes assistindo sessão da tarde e comendo porcariada no sofá (brigadeiro, danoninho, bolachas trakinas, fandangos... acredite, a lista era imensa)
O Bidu sempre aprontando alguma, sempre perdendo seus bichinhos, a alegria da família, meu irmãozinho do coração



A vó Iolanda e o Loro
A vó Adelina e suas gargalhadas, sempre, sempre sorrindo
O vô Abílio sentadinho na escada ou pro pasto cuidando das vacas
São tantos tios, tias, primos e primas...
O tio Donizeti foi morar com os anjinhos quando ainda era muito pequena
O tio João Carlos foi alegrar os céus com suas piadas
Tio Bi sempre com a camisa desabotoada
Lembro-me dos primos e primas pequenos e o quanto brincávamos na fazenda do vô e de todos os bezerros que ganhávamos dele mas que desapareciam misteriosamente

O vô João alimentando as galinhas
Minha irmã sempre fugindo delas
A vó Maria segurando minha mão sempre muito apertada enquanto conversamos
A vó Ilda sempre cozinhando para todos suas receitas deliciosas
O vô Vicente sempre agitadão, nunca consegue achar nada, chama a vó o dia todo e adora inventar palavras
O tio Beto me chamando de coelhinha e jogando futebol no campo de Santa Zélia
A tia Ivonete e sua calma, paciência e tranquilidade
A Pati sempre bem vestida e querendo ir pras baladas
A Tássia sempre um docinho e muito alegre
A Lorrayne carinhosa e delicada
A Betinha amorosa e sempre pronta para dar aquele abraço gostoso
O Jálisson sem vergonha, o príncipe da família


Não posso me esquecer da minha segunda família,
A que me criou e amou desde criança
A família Gonçalves de Lima
Família da perna torta e coração grande
Tia Terezinha, a mãe de todos
Fez tantas roupas e pijamas especialmente para mim
Tita sempre divertida, alegre e com uma piada na ponta da língua
Leninha boa de papo, saudades das nossas conversas pelo telefone
Dinho me fazia um suspiro gostoso...
Sidney costura como ninguém
Silvio sempre viajando
Shirley conversadora
Ô família que conversa... uma diversão!
Todos = minhas festas de aniversário, sempre animadas e inesquecíveis.




As meninas da escola, minhas amiguinhas do coração e para sempre...
A Pam e o seu amor pelos animais
A Rê sempre filosofando
A Karla e seus desenhos japoneses
A Camila sempre em um encontro na igreja
Nós = as peças teatrais mais divertidas da história do Colégio Aplicação
Sem esquecer a melhor de todos os tempos:
Telejamas
“Se você cansou de pagar mico...
Com vergonha do seu velho pijama...”
Nós = a banda de rock que nunca deu certo, os ensaios desafinados
A Ka, doidinha, doidinha
O Haru meu afilhado querido


A tia Fátima e sua paçoquinha maravilhosa
O tio Nicolau e seus churrascos deliciosos
As meninas lindas e adoráveis
Nossas famílias = amizade sincera e eterna

A Dona Glória e seus abraços apertados
O Seu Ocenir e suas histórias
Ai que saudade da Rô, que é agora um anjinho lindo no céu
Ô família querida...

São tantas as pessoas
São tantas as memórias
Tantos momentos inesquecíveis...
Considero-me uma pessoa de muita sorte
Por ter amigos e familiares tão queridos e especiais como vocês em minha vida.


Amo muito todos vocês!